O site do IBGE foi alvo de hackers e ficou fora do ar nesta sexta-feira, em mais uma ação desse tipo contra sites do governo. A página do Ministério da Cultura também sofreu uma tentativa de invasão, que foi "logo neutralizada".
Hackers ainda teriam atingido novamente a Petrobras, cujo site já foi atacado esta semana por piratas de computador.
A página do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Internet ficou desde a madrugada até por volta das 9h da manhã com o título "IBGE Hackeado - Fail Shell". Logo abaixo, foi publicada uma imagem de um olho humano, nas cores da bandeira nacional e com a inscrição "Ordem e Progresso".
A página apresentava ainda uma mensagem, assinada por FIREH4CK3R, dizendo que este mês o governo "vivenciará o maior número de ataques de natureza virtual na sua história feito pelo Fail Shell".
Segundo o texto, esses ataques são uma forma de protesto "de um grupo nacionalista que deseja fazer do Brasil um país melhor". Havia ainda uma observação negando ligação com outros grupos de hackers. "Não há espaço para grupos sem qualquer ideologia como LulzSec e Anonymous no Brasil."
O IBGE decidiu retirar o site do ar ainda pela manhã, mas foi restaurado à tarde. O instituto informou que não houve nenhuma invasão aos dados de pesquisas.
"O ataque à página aconteceu às 4h desta madrugada", disse o IBGE. "Depois disso, o IBGE retirou o site do ar para reforçar a segurança e fazer a manutenção", informou o órgão em nota no próprio site. "O IBGE assegura que o banco de dados de todas as pesquisas está preservado, já que não foi atingido pela ação de hackers."
O site do Ministério da Cultura sofreu uma instabilidade na parte da manhã, e a equipe de tecnologia do órgão identificou uma possível tentativa de hackers de derrubar o sistema.
"Foi detectada uma sobrecarga de acesso, causada por apenas um IP que parecia querer derrubar o servidor do ministério. A ameaça foi detectada e logo neutralizada", informou a pasta em comunicado.
A Petrobras, cujo site foi alvo de hackers na quarta-feira, teria sido novamente atacada nesta sexta pelo grupo LulzSecBrazil, o mesmo que reivindicou a autoria do ataque anterior.
A empresa não confirmou informações de que um arquivo com dados pessoais de funcionários da estatal teria sido retirado dos computadores da empresa, conforme informado em uma reportagem publicada no site Folha Online.
O funcionamento da página da Petrobras na Internet parecia estar normal nesta tarde.
Em outro incidente, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), teve sua conta pessoal no Twitter hackeada à tarde. Foi publicada uma foto de uma mulher com roupa sensual. A imagem foi retirada a seguir e a assessoria do deputado informou ter restabelecido o controle.
PF INVESTIGA
Na quinta-feira, o site da Presidência, que hospeda informações que são públicas e não sigilosas, sofreu "acessos simultâneos" que tiraram o portal do ar. Segundo uma porta-voz do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), a ação não foi para roubar dados.
A Presidência informou que foram feitos serviços de manutenção em alguns sites do governo para deixá-los mais seguros contra acessos de hackers.
Segundo o Serpro, foi aplicado um procedimento de segurança e defesa padrão e os danos foram minimizados. O órgão informou ainda que não há um trabalho específico de prevenção para novos ataques, mas as equipes estão com atenção redobrada.
A Polícia Federal informou que está investigando os casos.
A página do Ministério do Esporte também foi alvo dos ataques e esteve fora do ar por boa parte do dia na quinta.
O grupo de hackers denominado LulzSecBrazil afirmou no microblog Twitter que copiou dados protegidos no site do ministério, mostrando supostas diferenças entre contribuições e recebimentos de dinheiro do governo federal em Estados que serão sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014.
Em nota nesta sexta-feira, o Ministério do Esporte disse que os dados divulgados "não são reais" e não estavam disponibilizados no site do órgão.
Os hackers também divulgaram dados pessoais da presidente Dilma Rousseff e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O grupo ainda tentou invadir na quarta-feira, sem sucesso, o site da Presidência e da Receita Federa

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