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domingo, 5 de fevereiro de 2012

Frio fez quase 300 mortos na Europa e a neve dificulta as viagens

Roma ainda não recuperou de tempestade


O frio e a neve continuam a matar na Europa. Quase 300 pessoas morreram desde que a camada de ar polar alastrou pelo continente, há quase dez dias. A neve chegou a Paris e ao Reino Unido, limitando as viagens aéreas, e Roma ainda não recuperou da tempestade de sexta-feira.


Na Ucrânia, o país mais afectado pelo frio, já morreram 131 pessoas, a maioria sem-abrigo. O Ministério das Emergências contabilizou 1800 pessoas que foram assistidas nos hospitais devido a problemas relacionados com o frio. Cerca de 3000 tendas aquecidas estão distribuídas pelo país, para dar abrigo, apoio e alimentos.

A vaga de frio de polar causada por um anti-ciclone situado originalmente por cima do mar Báltico, está agora a espalhar-se por outras áreas. “Vai continuar a estar muito frio, talvez não tanto como as temperaturas excepcionais que se viram na última semana, mas mesmo assim vai estar muito frio”, disse Steven Keates, um meteorologista do Instituto de Meteorologia do Reino Unido, acrescentando que a corrente de ar frio chegará à Bélgica e à Alemanha, e vai também distribuir-se pelo Sul e Leste europeu, com risco de neve para a Itália, Grécia e nos balcãs. 

As temperaturas continuam baixas. Na Alemanha, o termómetro ainda não tinha descido tanto como agora, atingindo os 20 graus negativos, mesmo assim longe de recordes passados. Na Finlândia chegou aos -40 graus, na Polónia, onde já morreram 53 pessoas, a temperatura mínima desceu aos -22 graus.

Em Londres, 15 centímetros de altura de neve cobriram o aeroporto de Heathrow, o que obrigou o maior aeroporto da Europa a cancelar metade dos 1300 voos previstos para hoje, adiantou a BBC. “Esta decisão assegura que o maior número de passageiros possa voar com a quantidade mínima de perturbação”, disse Normand Boivin, chefe de operações em Heathrow, citado pela Reuters.

Embora o aeroporto de Gatwick, também em Londres, esteja a funcionar normalmente, várias estradas nos arredores de Londres estão intransitáveis, obrigando os motoristas a abandonarem os carros. Os serviços de comboio também foram afectados e a estrada que vai dar ao porto de Dover, no Sul da Inglaterra esteve fechada durante algum tempo. 

Em Paris, onde a neve finalmente cobriu de branco a Torre Eiffel, os aeroportos da capital também poderão sentir o mesmo tipo de perturbações, e foi pedido aos passageiros para contactarem previamente as companhias aéreas e confirmarem a situação de cada voo. Em França, o número de mortos subiu de dois para quatro, depois de um sem-abrigo ter sido encontrado morto e uma criança de 12 anos ter caído num charco de água, acabando por morrer de hipotermia.

Depois de na sexta-feira, Itália ter vivido a maior queda de neve dos últimos 27 anos, que matou ao todo dez pessoas, segue-se uma polémica devido ao caos que a situação gerou. Os cortes nas estradas limitaram o fornecimento de bens, além do Centro do país ter ficado afectado com falta de água e electricidade, enquanto os super-mercados começam a ficar sem bens alimentatres.

“Não fui capaz de encontrar alimentos”, disse Salvatore Merlo, no Twitter. “Roma tem infra-estruturas como se fosse um país de terceiro mundo”, escreveu, citado pela AFP.




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